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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Redes Sociais na Educação


Visitando o Blog Internetando, encontrei essa excelente apresentação que ela organizou para uma oficina sobre o Uso das Redes Sociais. 
Confira AQUI o post completo com uma reportagem do Jornal da Band abordando o tema, com relatos de alguns professores.

Assista AQUI um vídeo no YouTube da TV Escola - Redes Sociais na Educação - com a participação da Pesquisadora da USP, Lilian Starobinas, e do Professor de Física, Sérgio Lima.



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma em cada sete pessoas no mundo dorme com fome

Direitos humanos

Situação é alarmante, principalmente pela alta de preços dos alimentos, diz FAO

Fome: região do Chifre da África é a mais afetada
Fome: região do Chifre da África é a mais afetada (Mohamed Abdiwahab/AFP)
 
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) consideram que a situação da fome no mundo é alarmante, devido ao constante aumento da população mundial e a forte alta dos preços dos alimentos. "Uma em cada sete pessoas no mundo vai dormir com fome, a maioria delas mulheres e crianças", manifestou Lauren Landis, diretora do escritório do PMA em Genebra durante a inauguração de uma exposição para denunciar este problema.
Lauren, que apresentou no Palácio de Nações a mostra Lutando Contra a Fome Juntos, lembrou que "a fome mata mais pessoas a cada ano do que a aids, a malária e a tuberculose". O objetivo da FAO e do PMA é alertar sobre este problema para encontrar soluções para a atual volatilidade do mercado de alimentos e conseguir passar de uma situação de crise a uma de estabilidade que garanta comida para toda a população.
Entre 2005 e 2008, os preços dos alimentos alcançaram seu nível mais alto dos últimos 30 anos, com aumentos preocupantes em itens básicos como milho, que subiu 74% nos últimos 18 meses e o arroz, que subiu 166%. Esta situação causou revolta na população, que respondeu com episódios de agitação civil em mais de 20 países da África. A situação se agravou com a crise econômica internacional em 2008 e a posterior atuação de especuladores.
Preços dos alimentos - Abdesselam Ould Ahmed, diretor do escritório da FAO em Genebra, explica que "a situação se tornou dramática a partir de 2008, quando os preços alcançaram uma alta histórica e quase dobraram num período de três a quatro anos". "Após a queda em 2009, estamos outra vez com os preços em uma situação de alta. O quadro agora é mais dramático pelo aumento dos preços, a crise e outros problemas que limitam a capacidade do setor agrícola em suprimir a demanda", disse.

Ahmed ressaltou que há "muitas razões por trás da alta dos preços". Entre estas destacou que "a cada ano há 80 milhões de bocas a mais para alimentar no mundo" e os países em desenvolvimento elevam seu nível de vida, aumentando a pressão alimentícia. "Estes países aumentaram o consumo de carne e de outros alimentos nutritivos que precisam de uma produção intensiva, principalmente no que se refere ao consumo de cereais", afirmou.
O representante da FAO afirmou que a atual crise de fome que afeta milhares de pessoas no Chifre da África deve servir como alerta para outros países que podem sofrer com situação similar no futuro. "Muitos países estão expostos a crises desse tipo. É uma crise complexa, com um país destruído pela guerra, mas uma escassez como esta pode se repetir em outros lugares, onde se combinem a seca, os altos preços dos alimentos e a instabilidade", advertiu.



FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/fome-no-mundo-esta-alarmante-alerta-fao

quarta-feira, 3 de março de 2010

ATUALIDADE

O que são terremotos e como se mede sua intensidade?

Escalas Richter e Mercalli-Modificada são utilizadas para medir a magnitude e a intensidade dos abalos sísmicos

Placas tectônicas - foto: Beto Uechi/Pingado
As placas tectônicas se movimentam e o choque entre elas provoca os terremotos
 Terremotos ou sismos são vibrações na crosta terrestre provocadas pela movimentação de placas tectônicas presentes na litosfera, logo abaixo da superfície da Terra. Essas placas deslizam lenta e constantemente sobre uma camada de magma chamada astenosfera. Os movimentos delas são também responsáveis pela deriva dos continentes e pela formação de montanhas e vulcões. O atrito entre as placas gera uma energia em potencial que, quando liberada, provocam vibrações que se propagam pela crosta, causando os abalos sísmicos. Há duas formas de medir a força dos tremores: pela sua magnitude e pela sua intensidade. "A primeira está associada com a energia liberada pelo terremoto, enquanto a segunda é o efeito causado por ele na superfície da Terra", explica Célia Fernandes, geofísica e técnica em sismologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). "Para medir a energia liberada pelo sismo, utilizamos a escala Richeter, e para avaliar seus efeitos, utilizamos a escala Marcalli-Modificada", complementa.
A escala Richter foi desenvolvida em 1935 na Califórnia, Estados Unidos. Ela é calculada a partir dos sismogramas (registros dos sismos) produzidos pelos sismógrafos, aparelhos que possuem sensores de vibração que monitoram a movimentação da superfície onde estão localizados. Cada unidade de magnitude representa uma energia liberada dez vezes maior que o grau anterior, ou seja, um terremoto de 4 graus na escala Richter libera uma energia dez vezes maior que um terremoto de 3 graus. Não há limites nessa escala. "Ela é aberta, isto é, vai desde menos infinito até mais infinito", afirma Célia. "O terremoto de maior magnitude já registrado foi no Chile, em maio de 1960. Sua magnitude foi de 9,6". Abaixo de 2 graus, os tremores são praticamente imperceptíveis.
Já a escala Mercalli, que mede a intensidade dos terremotos, foi proposta pelo vulcanólogo italiano Giuseppe Mercalli em 1902, e alterada em 1931, quando passou a ser chamada de Mercalli-Modificada. "Ela possui 12 graus indicados por algarismos romanos de I a XII. A intensidade não é calculada, apenas se observam os efeitos que o sismo causou na superfície, ou seja, é uma medida qualitativa dele", explica a especialista, que mostra como a escala funciona no quadro abaixo:
ESCALA DE INTENSIDADE MERCALLI-MODIFICADA (ABREVIADA)
I. Não sentido.
II. Sentido por pessoas em repouso eu em andares superiores.
III. Vibração leve. Objetos pendurados balançam um pouco.
IV. Vibração como a causada pela passagem de caminhões pesados. Chacoalhar de janelas e louças. Carros parados balançam.
V. Sentido fora de casa. Acorda as pessoas. Objetos pequenos tombam e quadros nas paredes se movem.
VI. Sentido por todos. Deslocamento de mobília. Louças e vidros se quebram. Queda de objetos. Rachadura no reboco de casas
VII. Percebido por motoristas dirigindo. Dificuldade em manter-se em pé. Sinos tocam em igrejas, capelas etc. Danos, como quebra de chaminés, ornamentos arquitetônicos e mobília; queda de reboco; rachaduras em paredes, algumas casas podem até desabar.
VIII. Motoristas de automóveis sentem o tremor. Galhos e troncos se quebram. Rachaduras em solo molhado. Destruição de torres de água elevadas, monumentos, casas de adobes. Danos severos a moderados em estruturas de tijolo, casas de madeira (quando não estão firmes com fundação), obras de irrigação e diques.
IX. Solo rachado, como "crateras de areia". Desabamentos. Destruição de alvenaria de tijolo não armado. Danos severos a moderados em estruturas inadequadas de concreto armado e tubulações subterrâneas
X. Desabamentos e solo rachado. Destruição de pontes, túneis e algumas estruturas de concreto armado. Danos severos a moderados de alvenarias, barragens e estradas de ferro
XI. Distúrbios permanentes no solo
XII. Danos quase totais
Apesar de existirem formas de medir a força dos terremotos, eles ainda não podem ser previstos pelos cientistas. "Esse é um dos grandes objetivos da sismologia", afirma Célia Fernandes. Atualmente a região que possui a maior quantidade de sismos é a que circunda o Oceano Pacífico, desde o sul do Chile até a Nova Zelândia, passando por vários países da América do Sul, Central e do Norte, além do Japão.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

ATUALIDADES

Crescimento urbano e exportações agrícolas: principais causas do desmatamento



Área desmatada na Amazônia

Crescimento urbano e exportações agrícolas: principais causas do desmatamento.

As duas principais causas do desmatamento nos países tropicais são o crescimento da população urbana e as exportações agrícolas, segundo um estudo publicado neste domingo pela revista especializada Nature Geoscience.

Muitas pessoas acreditam que é possível proteger as florestas reduzindo a população das áreas rurais e incentivando os moradores a não desmatarem.

Porém, segundo a equipes de pesquisadores comandada por Ruth DeFries, da Universidade de Columbia, a urbanização é a maior responsável pelo desmatamento, ao provocar uma elevação do nível de vida marcada por um consumo maior de produtos agrícolas, sobretudo de origem animal.

"Nas próximas décadas, quase todo o crescimento demográfico se dará nas cidades, e não no campo, o que vai impulsionar a demanda de utilização das paisagens rurais para a produção agrícola comercial", destacaram os autores do estudo.

Os cientistas compararam indicadores econômicos e demográficos de 41 países da América Latina e da Ásia com dados sobre o desmatamento colhidos por satélites entre 2000 e 2005.

Eles constataram que o recuo das florestas é maior nos lugares onde a urbanização cresce rapidamente e o comércio dos produtos agrícolas por habitante é alto.

As exportações agrícolas também impulsionam a demanda em terras cultiváveis, frequentemente retiradas da floresta.

Ao contrário, não existe uma relação significativa entre crescimento da população rural, associado a um aumento local da demanda, e desmatamento.

Assim, as políticas atuais de combate ao desmatamento "não vão responder à principal causa do desmatamento", advertiram os pesquisadores.

A advertência foi emitida num momento em que os países ricos prometeram na Cúpula do Clima em Copenhague doar 10 bilhões de dólares em três anos aos países emergentes para combater o aquecimento global.

Grande parte desta verba deve ir para a proteção das florestas tropicais, importantes fontes de carbono cuja destruição acelera o aquecimento global.

Uma solução para proteger as florestas pode ser melhorar o rendimento das superfícies já desmatadas, sugeriram os autores do estudo.

Fonte: http://pt.kioskea.net/news